8 de julho de 2013

OSASCO - BRASIL




          Nesta edição, através das  cidades-irmãs, contamos  para o mundo,  parte da  história de Osasco, uma cidade da Grande Região Oeste de São Paulo, e que, contribuiu e contribui, de forma decisiva para o desenvolvimento da região e do Brasil.
          Na realidade, a cidade usou praticamente todo o seu território municipal para ocupar com ruas e casas, em virtude de um acelerado crescimento de sua população que hoje se aproxima de um milhão de habitantes.

         O aumento da população trouxe, como conseqüência, mais demandas, entre outros,  serviços essenciais como os de mobilidade urbana, ligações de água e eletricidade, entre outros, e que certamente, são os grandes afazeres dos seus prefeitos.

      A educação e a saúde  sempre foram  motivo de grandes   preocupações de todos os chefes de governo, de tal sorte que, com o avanço da tecnologia, especialmente anulando as fronteiras entre os países,  e mostrando de imediato os acontecimentos pela Internet, o multi-canal dos atuais tempos, aquele sonho de estudar outras línguas, morar e estudar fora do Brasil, se tornou uma  realidade mais próxima, já que o Brasil,  abriga  várias etnias, de tal maneira que se tornou um imperativo manter estreitas relações com os países originários de todas essas colônias.

       Começaremos por Tsú, no Japão, que já enviou e recebeu várias comitivas de Osasco, nos últimos anos.

        No Parque Continental, junto ao Terminal Rodoviário, existe um jardim  com o nome de Tsú, e que foi solenemente visitada por várias comitivas.

      Por sua vez, Tsú, é uma bela cidade, um pólo gastronômico de primeira linha e como tudo no Japão, com muita flor e plantas. Cabe destacar o amigo Sr. Akatsuka e família, que tem uma grande simpatia pela nossa  Osasco,  e, em seu jardim,  sempre recebeu com muito carinho as comitivas de Osasco.



OSASCO D’ITÁLIA


         Situada numa longa planície que se origina no lado sul dos Alpes, a Vila de Osasco, que se mantém até hoje intacta, foi onde  nasceu e viveu, durante muitos anos, o fundador de Osasco, no Brasil, Antonio Agú.
    Antonio Agú, cuja residência está sendo preservada em Osasco D'Itália pelas  autoridades e a comuna locais, emigrou para o Brasil, levando consigo a sua filha  Primitiva, ainda  criança de colo,  e se estabeleceu numa  fazenda às margens da estrada de ferro que ia , entre outros, da capital para Sorocaba. Primitiva,  quando jovem ainda  se casaria com Antonio Vianco,  passando  a  assinar com o nome de Primitiva Vianco, em cuja justa homenagem, recebeu seu nome a segunda mais importante avenida do comércio de nossa cidade.

          Mas Osasco,  na Itália, tem uma movimentada história de gripes que a assolaram, invasões de reinos vizinhos  e terremotos, entre outros, é hoje uma vila habitada por gente de mais idade. Os jovens, foram viver em Torino, a cidade grande  mais próxima, em  Milão ou em Roma mesmo, em busca de novos horizontes.
          Quando Antonio Agú,  emigrou para o Brasil, já existiam na sua cidade natal, há muito tempo, O  Castelo Cacherano, a Igreja Matriz, os belos arcos nas ruas, testemunhas mudas de um passado glorioso em que esconderam da destruição, a Coroa de Espinhos de Jesus, e a casa onde nasceu e cresceu o fundador de Osasco, Brasil, entre tantos outros.

         Não há dúvida nenhuma que esta vila, hoje divida pela auto-estrada, tem muitos vínculos com a nossa cidade, e um dos pontos referenciais, é, sem dúvida, a Casa Claro, onde funciona a Prefeitura local, que a restaurou e em 1987 foi re-inaugurada.

      Hoje, o prédio da Prefeitura local, é um dos mais bonitos e visitados dessa linda vila,  à que devemos muita herança cultural em nossa cidade.

        Numa dessas visitas, o prefeito local, Arquiteto Geúna brindou à comitiva brasileira  com uma visita aos nevados dos Alpes Italianos, onde na época se realizava um campeonato de esqui na neve.



TSÚ,

na costa leste do Japão é uma grande  e importante cidade, e  certamente é uma cidade de profundas raízes no Brasil.

        Não há muitos adjetivos para qualificar essa linda cidade que,  em sua prefeitura mantém  uma linda área vizinha a uma pérgola,  dedicada a Osasco, e exibe no corredor principal da prefeitura, uma área envidraçada mostrando os mimos que recebeu da sua cidade-irmã no Brasil.

           Tsú já enviou diversas comitivas ao Brasil, numa das últimas o prefeito daquela cidade apenas almoçou no Rincão Gaúcho com o Prefeito Emídio e voltou para o Japão Imediatamente.

         Tsú é uma cidade cheia de flores e merece  especial  destaque a amizade dedicada a Osasco pelo Sr. Akatsuka e família.


VIANA

         Na Angola, é certamente detentora de um forte laço de sangue e de amizade.

        Situada nos arredores  de Luanda, Viana, é uma cidade em efervescência e franco desenvolvimento, e por longo tempo,  também foi dominada pelos colonizadores portugueses,  dos quais herdou, entre outros, a língua portuguesa, notadamente muito acentuada.

         É de se notar que na África, o Instituto de reabilitação para as vítimas das minas, localizada em Viana, é um dos mais bem desenvolvidos e equipados do mundo.

      As autoridades e o povo de Viana, guardam muito carinho pela sua irmã latino-americana de Osasco, no Brasil. Há pouco tempo fizeram, na frente da Prefeitura local, uma demonstração do Semba, que teria dado origem ao nosso Samba.

      Viana e  arredores são locais encantadores, muita cultura, muita música e dança devemos, na origem, a esta simpática cidade.

 
Suzhou


          Na China, é uma enorme cidade, um pólo industrial avançado e de uma cultura milenar, como tudo na China.

         A população de Suzhou é  muito cordial, e a cidade, embora tenha um centro muito moderno, é difícil de mensurar já que é tudo muito grande, em suas ruas circulam  motocicletas e bicicletas em profusão, além dos triciclos que tem as mais variadas formas.

         Suzhou é um importante entroncamento ferroviário da China. Com freqüência  são vistos trens de dois andares em suas estações, visão que  nos leva a pensar na enorme quantidade de usuários que se movimentam diariamente sobre  trilhos.

         Um dos pratos mais requintados da cozinha  Chinesa é o "Pato Laqueado", que é encontrado em restaurantes chiques.

      Num dos hospitais visitados por uma das  comitivas Osasquenses, perto do centro,  no andar térreo logo se nota um bem instalado  salão de espera.

       Aos andares superiores o acesso é feito por escadas rolantes, onde são encontrados quartos  e enfermarias bem limpos.
        A noite houve uma sessão de Teatro e diga-se de passagem, muito bem representada, lá estava a arte da China com todo o seu esplendor.
        Não faltou uma visita a um museu que conta parte da história das Dinastias que, ao longo de séculos, dominaram o País. Lá, também, é possível ver a famosa arte  Terracota.

          Na verdade Suzhou mereceria muitas e muitas páginas, livros  inteiros contando a história dessa enorme cidade e que, certamente, tem muita coisa a intercambiar com Osasco, do Brasil.



Gyumri,


Nesta singela homenagem às cidades-irmãs de nossa querida Osasco, encontramos a cidade de Gyumri, na Armênia, e no horizonte, no cume de uma montanha, se atribui que está a Arca de Noé, que lá ficou quando as águas do dilúvio abaixaram.

Gyumri é uma cidade bem distribuída e muito antiga. As feiras livres e de rua se parecem com às que encontramos na Itália, e no Brasil, nessas feiras podemos encontrar de tudo, entre elas,verduras,  carnes, e um departamento dedicado somente para coisas da mais alta engenhosidade.

A cidade tem um povo muito simples. De arquitetura antiga, mantém em seu traçado linda praças, estátuas e chafarizes  bonitos.
 Em outras épocas, a cidade já passou por terremotos, mas lá está, em pé e cada dia mais bonita.

Gyumri mantém convênio bilateral com Osasco-Brasil, e recentemente foi assinada pelos prefeitos de ambas cidades, sendo o então prefeito  Emidio de Souza o prefeito que chefiou a  comitiva oficial, entre os que se contavam o atual prefeito Jorge Lapas,  acompanhado da primeira-dama Sandra.

De Gyumri levamos para sempre recordações de um povo muito carinhoso e amigo.


Parabéns Osasco, Parabéns Gyumri"



HUGOALBERTO CUÉLLAR URIZAR


É Cineasta, Jornalista e Escritor, é diretor técnico

da Produtora Sudameris em Osasco-SP

sudamerisosasco@hotmail.com
 

29 de junho de 2013

ARMÊNIA



    
          O avião pousou no escuro aeroporto de Yerevan, capital da República da  Armênia, taxiou e parou ao lado do portão de desembarque.

          Em pouco tempo mais estávamos na rua, era noite e havia chovido, com ônibus ainda em movimento, a intérprete, uma simpática senhora Armênia de meia idade, que no Aeroporto  recepcionou à Comitiva de Osasco-Brasil, sob o comando do prefeito Emidio de Souza, disse, em português, que apenas descansaríamos algumas horas no hotel, pois logo em algumas horas o ônibus nos buscaria para levarnos  a Gyumri, a quinta cidade que firmaria, através de suas autoridades, o convênio de cidades-irmãs com Osasco, no Brasil.

          Houve uma época, sim, em que um terrível genocídio ocorreu na Armênia, e,  uma grande diáspora .  Em Osasco, no bairro de Presidente Altino,  na Grande São Paulo, no Brasil, se estabeleceu uma enorme colônia armênia, a ponto deles participarem ativamente das lutas  emancipatórias do  antigo bairro, hoje brilhante  município da Grande São Paulo, sendo inclusive eleito o  primeiro prefeito Municipal, o nosso saudoso amigo, Dr. Hirant Sanazar, descendente direto de armênios. 

           Nosso ônibus venceu o último promontório e começou a rodar numa  planície que se perdia no horizonte,  era amiúde, apenas cortado por belo e bem sinalizado asfalto. O dia estava muito lindo, à direita, por trás dos cumes nevados, remanescentes de longa cordilheira, surgiu o astro Sol, esquentando as planícies à esquerda da estrada, onde se viam ovelhas e gado pastando.
 
    
       A intérprete preparou, ainda no micro-ônibus, uma linda composição de Chiquinha Gonzaga, e foi com esse belo fundo musical que passamos por baixo de vários viadutos, um dos quais, talvez o último,  nos alertava que estávamos chegando à Gyumri.

 
        Pouco tempo depois divisamos,  num vale,  a cidade. Durante muito tempo a Armênia fez parte da URSS e isso é visível no seu povo, nas suas verdes avenidas, nos monumentos, e, entre outros,  nos mercados de alimentos ao ar livre e nos ônibus que circulam pela cidade.
 


          Na entrada da cidade uma carinhosa recepção,  várias moças bem-trajadas, sob o comando do Secretário de Educação Local, ofereceram ao Prefeito Emídio um pedaço  de pão- doce, um legado  antiquíssimo e muito afetivo  de boas-vindas  do povo armênio.
            Logo em seguida, diante de um monumento, teve lugar uma sessão de belas fotografias, e seguimos para a Prefeitura. 

         Na entrada do  prédio,  situado ao lado  de um imenso boulevard, a recepção do Prefeito de Gyumri e de todo seu secretariado ao prefeito e à comitiva brasileira. 

          Naturalmente  que, por uma questão de espaço, relatamos aqui só os eventos mais destacados.


Numa sala ampla, da qual também participaram vários vereadores armênios, a troca de mimos e discursos.

          No andar de baixo, um momento histórico, a assinatura do convênio de cidades-irmãs pelo prefeito local e o prefeito de Osasco, no Brasil, Dr. Emidio de Souza.

            Logo depois da assinatura dos documentos de irmandade, ainda na mesma sala, o prefeito  local e o prefeito de Osasco, Brasil, Emídio de Souza,  proferiram discursos e concederam entrevistas a diversos canais de televisão, postados ao lado das mesas.

      

       À noite a Comitiva brasileira foi brindada com um jantar, regada à belas músicas  e danças armênias.

       Temos que ressaltar que o povo Armênio é muito amigo e hospitaleiro. Neste momento me vem à mente um padre armênio que conhecemos na Igreja da Natividade, em Belém, no local onde Cristo nasceu.

      
        Esse é o início de grandes relações estabelecidas entre os povos. Temos absoluta certeza de que o atual Prefeito Jorge Lapas e a primeira-dama Sandra Lapas, darão continuidade e impulsionarão mais ainda este intercambio.




HUGOALBERTO CUÉLLAR URIZAR
É Cineasta, Jornalista e Escritor, é diretor técnico
da Produtora Sudameris em Osasco-SP
sudamerisosasco@hotmail.com

24 de junho de 2013

SUZHOU

Vista da entrada do Jardim do Administrador Humilde
para a ponte que corta a cidade
           Suzhou, na China, é uma das cinco cidades-irmãs de Osasco-Brasil, e provavelmente  a maior de todas as cidades-gêmeas de Osasco, no Brasil. É   consequêntemente, uma das mais densas em população do mundo, e um importante entroncamento ferroviário da China, hoje a segunda maior potência econômica  do planeta.
         Quando se chega de qualquer parte do mundo à China, chegamos no Aeroporto Internacional de (Beijing) Pekin, a capital, e já temos a noção de quão grande é essa cidade e esse  país.      O desembarque é rápido, sem maiores de longas, e em pouco tempo já estamos nas ruas e viadutos, admirando essa imensidão de veículos que circulam pela cidade, em meio a largas avenidas e grandes obras de arte.

          Uma visita obrigatória é conhecer, ainda que numa parte minúscula, a Grande Muralha da China, que praticamente, num segmento pequeno, passa na área periférica de Beijing.
         
          
Muralha da China
Que obra monumental!   Com toda razão é uma das sete maravilhas do mundo. Com uma largura média de 3m., uma altura média  de 10m. e uma extensão de aproximadamente 8000 quilômetros, foi vista pelos astronautas, a olho nú do espaço. Cada segmento da Grande Muralha têm  um posto de observação, geralmente situado no alto de uma montanha. Assim, a grande Muralha, que resiste em pé há vários séculos, protegeu à China das invasões de Bárbaros e Mongóis, é uma visita obrigatória, vale a pena ser vista!

Lago Tai
       
         Mas, como nosso objetivo é Suzhou, vamos a ela. Suzhou, o berço da cultura Wu , é uma das mais antigas cidades do Yangtze. No final da dinastia Zhou, tribos locais chamadas Gou Wu viviam na área que viria a ser a moderna cidade de Suzhou. Essas tribos formaram aldeias nas bordas das colinas acima das zonas úmidas em torno do lago Tai.


Originalmente fundada em 514 aC, Suzhou tem mais de 2.500 anos de história rica, e relíquias do passado são abundantes até hoje. Canais da cidade, pagodes (estilo de construções asiáticas, que em sua grande maioria, são casas com alguma finalidade religiosa, cultos religiosos, geralmente de origem budista), pontes de pedra, e majestosos jardins têm contribuído para seu status como uma das principais atrações turísticas da China e foram adicionados a lista da UNESCO como Patrimônio Mundial, sendo apelidada de " Veneza do Oriente "ou" Veneza da China ".

Desde a dinastia Song (960-1279), também tem sido um importante centro para a indústria da seda da China.


         As montanhas, rios, florestas e jardins de Suzhou se fundem numa paisagem de cortar a respiração. Hoje a cidade se tornou numa metrópole moderna que, ainda assim, não perdeu o seu encanto histórico. É um dos poucos lugares da China onde a modernidade é ligada à tradição.
       O trem-bala que sai de Beijing a Suzhou, é um dos transportes mais usado na China. Como fizemos ambas viagens, em épocas distintas, optamos pelo trem comum, que consideramos mais pitoresco para narrar.

Templo Hanshan, um dos mais famosos
de Suzhou
        É uma longa viagem de uma noite inteira. Mesmo sabendo que  nosso vagão tinha camarotes  para nós, e mesmo sabendo que lá fora caía  neve sem parar, não deixava de preocupar-nos o fato de não sabermos onde exatamente nos encontráva-mos, sabíamos apenas que estávamos na China e mais nada. Desesperadamente comemos do único salame que, muito precavidamente, o então secretário municipal Antonio Julio Baltazar havia levado. A neve caía copiosamente lá fora. Ai me veio à mente uma cena do filme Dr. Jivago, quando o trem em que ele viajava atravessava as estepes brancas e geladas da Russia.


Tiger Hill
         Com o sol já alto, chegamos finalmente em Suzhou. Todo mundo tinha o rosto parecendo pão guardado há três dias. Naquela viagem, Dna. Glória, a quem prestamos nossa homenagem, recebeu, ainda  na estação, um belo ramalhete de flores.
Assim com a Torre de Pisa
ela também está levemente inclinada.
E por isto está cercada,
impedindo a visitação interna.

       A cidade é imensa, e têm mais de oito milhões de habitantes. Além dos atos formais, para nossa alegria, nos levaram para assistir a uma bela peça teatral, quase sem falas e gravamos tudo em VT.

            No outro dia, almoçamos lagosta num restaurante no alto de uma montanha, no meio de um jardim, de onde podíamos divisar uma enorme cidade.  À tarde fomos a um belo museu, onde vimos muita coisa indescritível, e ainda  todo um exército em Terracota.

      Suzhou é uma cidade largamente industrializada, nos levaram a passear e num almoço quase comemos sandwiches de cachorro, uma iguaria para eles.

         Enfim, Suzhou tem muito a nos ensinar, desde a rigidez com que as crianças são educadas até as obras  que são escritas em Mandarin, obras importantes para mundo todo. Um belíssimo lugar que vale a pena conhecer!



A China de Hoje!





Comitiva de Osasco - 2011











HUGOALBERTO CUÉLLAR URIZAR

É Cineasta, Jornalista e Escritor, é diretor técnico
da Produtora Sudameris em Osasco-SP

sudamerisosasco@hotmail.com

15 de junho de 2013

OSASCO D’ITÁLIA E VIANA NA ANGOLA

          Na semana passada falamos um pouco de Tsú, a cidade-irmã de Osasco, situada no centro do arquipélago japonês, no continente Asiático. Hoje vamos falar um pouco de Osasco D’itália, na  Europa e Viana, na Angola, na África.

OSASCO D’ITÁLIA


          A cidade, que é também muito antiga, está situada numa planície que vem desde os contrafortes dos Alpes do lado Italiano. Dominando a visão da cidade encontramos o Castelo Cacherano, que é muito lindo e que por si só é tão imponente que nos revela um passado glorioso e que hoje  está j está muito distante.

        O Castelo hoje é habitado pelos descendentes do Conde Cacherano, que durante muito tempo foi um personagem muito importante em Osasco. Hoje o Castelo guarda as marcas do tempo sem apagar sua grandeza, e do alto de suas torres se divisa cidade como um todo, visão que nos deixa muito felizes.


         A cidade tem em suas ruas arcos bem antigos com hieróglifosem aramaico. Segundo os moradores da vila, que está constituída em sua grande maioria por pessoas com idades acima de 80 anos, esses arcos são do tempo em que na vila ficou escondida a Coroa de espinhos de Cristo.

         Há que se destacar que a Osasco Italiana é dividida  ao meio por uma auto-estrada  e que do outro lado fica a Igreja, que sobreviveu à epidemia de gripe que assolou a região e a dois grandes terremotos, cujos vestígios ainda estão ali no  teto, em meio a  belos  afrescos, e em cuja pia batismal, é possível que tenha sido batizado Antônio Agú.


  

  Seguindo essa delícia de passeio histórico, encontramos a casa de Antônio Agú. É um vetusto sobrado que foi construído no tempo em que as horas não passavam, e foi testemunha de doenças,   invasões e guerras. Foi daquela cidadezinha bucólica  que veio o fundador de Osasco, no Brasil.

   

       É preciso , entretanto,  ressaltar que a comunidade  local tem muita estima pela Osasco brasileira, fato que foi constatado  pelos calorosos  aplausos   depois das palavras da autoridades brasileiras.

          Há coisa de uma década ou pouco mais que a cidade inaugurou a Casa Claro, um sobrado que foi reformado no centro da cidade, onde funciona a Prefeitura Local. Um evento importante  e que contou com a presença de uma Comitiva Oficial da Osasco brasileira, sob o comando do então Prefeito Silas Bortoloso e da primeira-dama Virginia.


         Sem nenhuma dúvida, esta viagem da comitiva brasileira ficará para sempre plasmada nos anais de Osasco D'Itália.


Viana - Angola


          A pouco mais de 30 quilômetros de Luanda, capital da Angola, do outro lado do Oceano Atlântico,  encontramos Viana, a cidade que guarda larga identidade com o Brasil e particularmente com Osasco.

         Sendo cidade-irmã de Osasco, é natural a troca de comitivas oficiais, assim sendo, a cidade brasileira foi reiteradamente visitada pelos dirigentes de Viana. Reciprocamente, Osasco enviou varias comitivas oficiais àquela cidade, que as recebeu com muito calor humano e muita amizade.

          Viana tem um povo alegre e jovial. Na entrada da Prefeitura, que fica de frente à praça Osasco, uma verdadeira festa com a apresentação do Semba, que originou o Samba brasileiro. Foi dança e música com um colorido sensacional.

          A língua Portuguesa praticada pelo povo angolano é muito marcada, herança do país que os colonizou e manteve a hegemonia política por muitos anos.

          Uma visita obrigatória ao Centro de Reabilitação; lá são encontrados pacientes que treinam com diferentes próteses. Muita gente viveu muito tempo sob a medo das  bombas e das  minas escondidas  na vegetação, cuja explosão causou a perda de braços e pernas dos habitantes, hoje treinando com muita dor e sacrifício.

      Há pouco tempo esteve em Osasco por vários anos, com uma bolsa de estudos na  FIEO,  o estudante angolano Pinto Falcão, que depois de vários anos  o encontramos como um executivo bem sucedido numa empresa petrolífera com sede em Luanda.

Essa é Viana, um povo alegre, uma gente muito amiga e afável.


HUGOALBERTO CUÉLLAR URIZAR

É Cineasta, Jornalista e Escritor, é diretor técnico
da Produtora Sudameris em Osasco-SP
sudamerisosasco@hotmail.com